Como encontrar alguém pelo nome na rússia

Luz em Kiev

2020.09.27 19:12 leodellapasqua Luz em Kiev

Gente preciso de ajuda, eu tenho salvo essa história de Kiev mas não encontro ela em nenhum lugar, eu gostaria de encontrar o criador dessa história se puderem me ajudar segue a baixo a história
Luz em Kiev
sec 2002 meu nome não importa estou aqui pra contar uma história da minha familia tenho descendência alemã e meu falecido avô lutou na guerra ele voltou meio pirado, sabe? é comprovado que alguns soldados voltam com trauma da guerra mas ele foi diferente ele nunca mais falou e nunca mais piscava o olho os olhos sempre pareciam que procuravam alguma coisa e ele nunca andou sem a Lüger dele eu nunca vi ele sem aquela pistola voltando a historia é da familia, mas quem contou a primeira vez foi um amigo dele, que lutou junto só eles dois sobraram o amigo dele também tava abalado se matou alguns meses depois de voltar pra casa mas vamos começar tudo começou na invasão da Rússia meu avô era parte de um pelotão condecorado, eles tinham lutado na Polônia e na França e quase ninguém tinha morrido eles eram respeitados por todo mundo, até os soldados de elite viam eles como iguais por causa dessa fama, os planos mais difíceis ficavam com o pelotão do vovô mas até aí tudo bem a invasão começou eles estavam destroçando os russos e já estavam lutando a algumas semanas um dia contataram o comandante do pelotão tinha um floresta em um pântano soviético perto de Kiev todo mundo que entrava lá não voltava então ne lá foram eles falaram que quando chegaram lá na frente todo mundo se arrepiou não passava nenhuma luz na floresta o ar parecia mais pesado um barulho pior que o outro mas o pior, pelo que disseram era que, ocasionalmente eles ouviam gente gritar até às vezes vinham uns tiros antes e o pelotão do vovô nunca soube de onde vinha ou quem eram mas, missão era missão começaram com o básico o pelotão tinha um panzer(tanque) de estimação o nome dele era "Alt Frau" significa Velha Senhora aquele panzer e a tripulação eram vividos o tanque era cheio de furo, arranhão mas a marca dele eram as esposas de cada tripulante pintados na frente do tanque estimulava os pilotos, sabe? se acertasse o tanque, acertaria as mulheres isso motivava os caras mas voltando mandaram o tanque primeiro ficaram esperando na frente da floresta, e deixaram o tanque rodar um pouco vocês devem estar pensando "mas um tanque não atola no pântano?" eu também perguntei isso mas como eu já disse a tripulação era vivida só atolariam se errasem e eles nunca erravam o tanque começou a rodar de noite o pelotão fez um acampamento na beira e esperou só ouviam o barulho do motor a floresta não fazia som nenhum passou algumas horas, e só o som do motor os soldados ja tinham até acostumado por isso estranharam quando tudo ficou quieto o tanque parou e o motor foi desligado todo mundo se entreolhou a Velha Senhora achou alguma coisa e ficou muito tempo assim os homens ficaram nervosos ansiosos a floresta continuava quieta apenas o estalar da fogueira quebrava o silêncio então o grave som de uma explosão o tanque disparou eles ouviam a MG34 do tanque disparando e não parava olharam pra floresta, e viam alguns clarões dos tiros e ouviam o comandante gritando se eram ordens ou não, ninguém sabia mais um tiro do canhão a MG não parava de atirar e então silêncio os clarões pararam a MG parou o canhão não disparou mais o motor não ligou silêncio o mais puro e tortuoso silêncio os soldados estavam nervosos uns suavam, outros seguravam a arma com força alguns ja tinham comecado a orar, baixinho e um grito ecoa pela floresta um grito de dor, sofrimento passou cortando por nós dentro da gente despertando medo agonia terror. um grito de desespero. quase animalesco o canhão dispara mais uma vez para nao mais aquela noite. os homens esperavam a ordem era o panzer voltar ao amanhecer nenhum de nós teve a coragem de dormir seja por medo ou respeito ao tanque ninguém dormiu . . . meio dia. o tanque não voltou o clima entre o pelotão tava ruim quase ninguém falava se falassem era um cochicho muito baixo e continuou assim até o anoitecer quando chegaram novas ordens agora a infantaria ia la dentro todos se olharam mas ordem é ordem prepararam as coisas e foram 50 soldados entraram na floresta e foram avançando estranhamente, os passos não faziam barulho não havia o farfalhar das folhas os galhos quebrando não havia som algum. só pararam de andar quando ficou escuro mas tão escuro, que não dava pra ver a própria arma ninguém tinha se atrevido a acender um sinalizador >para conseguir enxergar então meu avô falou, pela primeira vez desde que os soldados entraram ele apenas chamou os homens pra perto e quem tivesse acendesse um sinalizador ouviram o raspar do pavio do sinalizador três vezes a luz vermelha ia ficando mais forte e foram chegando perto uma da outra os soldados que seguravam a luz sentaram e esperaram os outros chegar também meu avô chegou sentou mais alguns chegaram e ninguém falou nada a luz estava estranha ela estava muito forte mas não iluminava eles conseguiam enxergar só os companheiros e vagamente, ainda os sinalizadores estavam apagando e só tinham 6 soldados eles nem se perguntaram nem se tocaram so formaram um círculo e acenderam mais um sinalizador não falaram nada então uma risada bem longe nada grotesco, ou histérico uma risada comum aquela risada, de quando contam algo engraçado pra você bem calma, a risada ia chegando perto os homens prepararam as armas não dava pra saber de onde vinha só que chegava perto até que o dono da risada apareceu atrás do vovô era um soldado russo todo maltrapilho roupa rasgada todo sujo e ria olhando pra luz sem tirar os olhos dela ria, igual criança quando ganha presente mas seus olhos não sabiam dizer se era felicidade ou loucura mas ele chorava ria e chorava a boca ria, expressava felicidade mas os olhos você via apenas loucura então ele parou de rir mas manteve o sorriso no rosto e disse algo em russo bem baixinho e passou a mao na cabeça do vovô igual quando você faz carinho em uma criança que está triste bem calmo, bem leve ele andou um pouco para trás com o sorriso no rosto puxou uma pistola do coldre e apontou pra própria cabeça e repetiu as palavras de antes então puxou o gatilho. ele não fez barulho quando caiu no chão. os soldados se olharam levantaram a risada do russo presa a cabeça deles o sorriso gravado na mente mas só o meu avô estava com medo ele era o único que falava russo e foi o único que entendeu "Luz. É bonita. Pena que acenderam" e eles continuaram a andar. . . . horas se passaram andando às cegas sem ver onde pisavam quando meu avô bateu em alguma coisa e caiu no chão deu um grito pra avisar que achou alguma coisa mas não pediu pra acender a luz. foi apalpando a coisa era de metal e grande sentiu uns arranhões era a Velha Senhora. não aguentou mandou acender um sinalizador talvez essa seja a coisa que ele mais se arrependa >em toda a guerra. alguém do lado dele acendeu e ele pode ver o gigante de ferro cheio de corpos em cima. um ja estava caído no chao os outros pareciam que estavam querendo fugir estavam mutilados destroçados e havia pânico nos seus rostos. subiram no panzer foram ver la dentro e, quando o vô abriu a escotilha alguém gritou. o piloto ainda estava la dentro com a perna mutilada e uma pistola na mão seus olhos expressavam loucura. ele não falava. o soldado do sinalizador chegou mais perto pra ver e inclinou o sinalizador pra ver lá dentro o piloto se apavorou começou a gritar pra apagar, enquanto se contorcia >pra tirar o sinalizador da mão dele o soldado se afastou, meio assustado enquanto o piloto ficava cada vez mais apavorado pedindo para apagar meu avô tentava acalmar o piloto mas ele se debatia, gritava, xingava então ele pegou a arma e atirou no soldado. meu avô gritou e apontou a própria arma pro piloto enquanto o corpo do outro soldado caía do tanque o piloto parou de gritar só chorava e no meio do pranto, perguntou, bem baixinho "por quê vocês acenderam?" e ficou chorando e repetindo até que alguma coisa balançou o tanque todo mundo se calou os soldados que restavam, prepararam as armas em volta do tanque silêncio ouviram uma respiração pesada de dentro do tanque ouviam um suave farfalhar como se alguma coisa estivesse se arrastando o piloto olhou para cima para meu avô só havia tristeza em seus olhos "corra. Por favor." e ficou repetindo meu avô estava paralisado o piloto é puxado para o fundo do tanque para a escuridão ele começou a gritar, enquanto disparava com a pistola meu avô pulou do tanque e começou a correr os outros seguiam ele correndo e, no meio da correria o piloto parou de gritar. parou de atirar. e o sinalizador no chão ao lado do corpo do soldado. . . . correram por muito tempo só pararam quando não aguentaram mais correr tentaram se encontrar na escuridão quando finalmente encontrou alguém acenderam um sinalizador o coração do meu avô parou só pensava no que o russo e o piloto disseram olhou em volta só tinham mais dois além dele se perderam dos outros? sentaram no chão meu avô tirou a ração de combate da mochila e começou a comer não porque queria ele estava sem fome nenhuma mas ele precisava os outros fizeram o mesmo. comiam, olhando pra luz em silêncio. . . . ouviram gritos e tiros parecia um outro grupo levantaram correndo e foram na direção dos tiros o tiroteio continuava mas quanto mais perto eles chegavam mais raros ficavam os sons quando chegaram lá ja não tinha mais nada. de repente um pouco a frente deles um soldado alemão acendeu um sinalizador estava sangrando, mancando com a arma na mão jogou o sinalizador no chão seus companheiros estavam no chão mortos. dilacerados. olhava em volta aflito meu avô e o grupo dele olhavam de longe o soldado continuava procurando alguma coisa deu uma rajada na floresta e, em um piscar de olhos alguma coisa grande pulou da floresta antes que ele se virasse ja tinha sido levado à escuridão não teve tempo nem de gritar. agora havia apenas um sinalizador e corpos no chão. silêncio. . . . meu avô apoia no ombro do seu amigo e o sinaliza para ir eles se viram dão de frente com o outro soldado ele continua olhando pra frente os olhos arregalados nem se mexe meu avô o chama ele nao se mexe chamou novamente sem resposta meu avô puxa ele ele cai no chão suas costas estão abertas atrás dele alguma coisa grande essa parte ninguém sabe sempre que tentavam falar meu avô chorava e o amigo dele travava eles nunca conseguiram falar disso. pelo que sabíamos, por alguns desenhos era gigante tinha pelos escuros mas era esquelética não tinha olhos e dentes do tamanho de uma mão. ao vê-lo eles travaram ninguém se mexia o medo os impedia de mexer qualquer músculo a coisa chegou perto do vovô e se inclinou chegou perto do rosto dele muito perto aquilo não fazia som nenhum só estava ali parado o sinalizador começou a apagar e nenhum dos três se mexia até ficar a escuridão total e a coisa a centímetros do rosto do vô ficaram ali sem se mexer no silêncio. . . . não sabem quanto tempo passou mas uma hora ouviram vozes distantes mas vozes e uma luz vermelha ao longe fraca mas o suficiente para ver a silhueta daquilo ainda parada ali então, ela se virou e foi na direção da luz. lentamente até sumir entre as árvores. e eles continuaram ali parados. só acordaram com os gritos e os tiros vindos da direção da luz começaram a correr inconcientemente, só corriam meu avô parou quando uma luz o cegou e sons muitos esperou os olhos acostumarem e olhou em volta saiu da floresta. alguns instantes depois, seu amigo mas o vô não riu nem chorou nem falou nada ele não expressava nada estava sério com os olhos levemente arregalados e ficou assim até o último dia de sua vida preso naquele momento naquele infernal momento que ele nunca mais esqueceu
submitted by leodellapasqua to historias_de_terror [link] [comments]


2019.04.24 02:30 Spookycliquebr Twenty One Pilots para a NME [traduzido]

As filiais da B&Q em Birmingham devem estar fazendo um grande comércio de fita adesiva amarela. Fora do Resort World Arena da cidade, em 27 de fevereiro, os adolescentes estão aplicando-o avidamente ao uniforme verde do exército. À medida que mais tropas descem - com lenços de pescoço amarelos usados ​​como máscaras - é como um elenco para uma versão júnior de The Purge.
Os espectadores podem ser perdoados por presumir que uma demonstração Anônima vai acontecer, mas esta é a Skeleton Clique, superfanbase ferozmente dedicada de Twenty One Pilots, esperando do lado de fora do local seis horas antes do duo de Ohio estar no palco para dar o pontapé inicial no Reino Unido de sua gigantesca Bandito Tour.
Eles fizeram meticulosamente cosplay dos uniformes do vocalista Tyler Joseph e do baterista Josh Dun na arte e vídeos apocalípticos de seu último álbum, "Trench". Alguns se sentam esboçando fotos de seus ídolos. Um aperta um banner estampado com as palavras "VOCÊ SALVOU MINHA VIDA".
É apropriado, porque Twenty One Pilots - com seus principais temas de insegurança, saúde mental e fé - é uma banda perfeita para salvar a vida, uma referência para aqueles que acham que ninguém os entende.
No papel, no entanto, eles são desafiadoramente estranhos. Com "Trench", eles criaram um mundo mítico de alto conceito - que pode confundir até mesmo os roteiristas de Lost. Vagamente, sua trama diz respeito a uma cidade alegórica chamada Dema e os nove bispos ditatoriais que impedem seus habitantes de escapar - e a força rebelde de bandidos que buscam libertá-los. Mas há muito mais do que isso.
Longos sub-threads Reddit são dedicados a decodificar significados ocultos em músicas e decifrar pistas em cada peça de mídia que a banda lança. Há muitos ovos de páscoa: por exemplo, o nome completo de 'Nico' da música 'Nico e os Niners' - um grande inimigo - é Nicolas Bourbaki, que é o pseudônimo coletivo para os cientistas que inventaram a notação de zero - o ø usado na marca de twenty one pilots.
Musicalmente, eles são igualmente pouco convencionais: uma geração Spotify pós-gênero mistura de estilos que facilmente se exercitam através do rap, reggae, R&B, prog, electro-pop, indie - basicamente, eles voltaram a mão para tudo “Canto da garganta mongol”. No entanto, de alguma forma, é verdade que "Blurryface" - seu quarto álbum inovador - enviou o duo estratosférico em 2015, permitindo que o baterista Josh Dun fizesse seus backflips de marca regristrada nos maiores palcos do mundo.
Nos bastidores da arena, os assistentes [de palco] estão montando a elaborada e visualmente espetacular produção de Bandito, que envolve um carro em chamas, e dublê [de corpo] que permitem que um Tyler vestido de capuz desapareça e reapareça, como Houdini, no meio da música, em diferentes partes da arena.
Versões de brinquedos peludos do Ned - o personagem CGI gremlin que eles introduziram recentemente no vídeo "Chlorine" - sobre os alto-falantes. Quando nós primeiro pegamos um vislumbre de Josh - conhecido por suas acrobacias - ele está tocando bateria de ar e fazendo piruetas no ar para suas próprias músicas. Mais tarde, ele e Tyler brigam com os aspiradores de pó que estão sendo usados ​​para aspirar o palco.
Mas eles têm foco de laser. Na música de "Trench", "Bandito", Tyler canta: "Eu criei este mundo para poder sentir algum controle", e você acha que isso se estende a todos os aspectos da banda. Sua pequena equipe de proteção vem de sua cidade natal, Columbus, e tudo o que a NME faz com a banda acontece sob o olhar atento de seu círculo íntimo.
Durante nosso bate-papo de 70 minutos, o gerente da turnê está parado na porta do camarim, aumentando a sensação de que você pode ser transportado para um bunker, emergindo meses depois, reprogramado e enrolado em uma fita adesiva amarela.
Felizmente, a banda é charmosa e solícita. O principal compositor, Tyler, vacila de ser intenso a imbecil ("Nós passamos tanto tempo juntos, eu sinto que sei tudo sobre John", ele brinca com Josh).
Quando ele está dizendo algo revelador, evita o contato visual. Josh é seu lastro lúdico, tendendo a sentar em silêncio e participar apenas quando há uma piada. Nem xinga - nem sequer uma vez. Tendo vindo direto de uma sessão de autógrafos do HMV, Tyler está preocupado com sua voz. "Eu tentei não falar com nenhum deles, mas não posso evitar", diz ele. "Eu fico tipo: 'Muito obrigado por ter vindo, de onde você veio?'"
Eles parecem ser tocados pelos extremos aos quais seus apoiadores foram. Do lado de fora, os fãs até se agitaram vestidas como "bispos" em roupas vermelhas enquanto na Rússia, roupas de banana apareceram na multidão - uma piada sobre como Tyler e Josh, ambos com 30 anos, têm aversão à fruta.
"Nós fornecemos apenas alguns pedaços da inspiração, mas eles são os únicos que se tornaram o motor da coisa toda", diz Tyler. Além de Tyler uma vez "ficar na fila por oito horas, quando The Killers tocou minha cidade natal", nenhum deles foi a extremos extraordinários para seus grupos favoritos. “Nós desejamos que o nível de cultura dos fãs estivesse por perto quando éramos mais jovens”, observa Josh. "Porque muitas dessas histórias sobre como essas pessoas se conheceram e como elas se tornaram melhores amigas quando estão esperando na fila por horas e dias são inspiradoras e legais."
"Blurryface" tornou-se o primeiro disco da história a ter cada uma das músicas certificadas pelo menos em ouro. Quando eles colecionaram o Grammy em 2017 para Melhor Performance de Pop Duo / Grupo para o single "Stressed Out" (batendo Rhianna e Drake, e Sean Paul - um homem que os descreveu como "o novo Nirvana"), eles tiraram seus boxers em o caminho para o palco, lembrando-se de como uma vez eles assistiram ao show de premiação em suas calças em Columbus e disseram: 'Se algum dia ganharmos um Grammy, deveríamos recebê-lo assim'.
É indicativo de sua ambição. Tendo formado Twenty One Pilots como um trio na universidade em 2009, Tyler recrutou Josh e perdeu dois membros em 2011. “Desde o início, tínhamos grandes visões e sonhos de onde queríamos estar, então nada nos pegou de surpresa”, diz Josh , imperturbável. "O que seria mais surpreendente para as pessoas é quantas vezes nos olhamos e dissemos: 'Sim, é exatamente isso que imaginamos e o que vimos'.
Durante o ciclo "Blurryface", eles se lembram de vender pequenos clubes, teatros e arenas no mesmo ano. "Quando você diminui o zoom, você pode pensar: 'Ah, isso foi muito louco'", diz Josh. "Mas nós estávamos em turnê desde 2011 tocando em shows todas as noites, então você está perto demais para perceber isso. É como quando seu tio, que não o viu por um ano, chega e diz: "Você ficou muito alto".
As coisas mudaram, no entanto. Questionado sobre quem é o contato mais famoso em seu telefone, Tyler passa pela sua lista de contatos antes de parar em Chris Martin ("Isso é incrível de dizer em voz alta", ele ri) - o vocalista do Coldplay certa vez deixou uma mensagem de voz sobre a banda. Josh responde: Eu cresci ouvindo uma tonelada de Blink [182], então pensar que nos últimos anos eu me tornei amigo de Mark [Hoppus], é surreal. Quando eu era adolescente, eu nunca teria imaginado que iria trocar mensagens com ele.
Em outubro, quando lançaram 'Trench' - após um apagão de um ano sem envolvimento de mídias sociais ou shows, e uma trilha secreta para os fãs seguirem levando ao seu anúncio - ele só foi derrotado nas paradas por Lady Gaga e Bradley Cooper, com ‘Nasce Uma Estrela'.
Você pode argumentar que é igualmente cinematográfico: as pessoas sugeriram a Tyler que eles deveriam expandir suas promessas distópicas em um longa-metragem. "A intenção nunca foi, 'vamos escrever um disco que tenha força suficiente para se transformar em uma série da Netflix', mas é legal saber que criamos algo com substância suficiente para sabermos que essa pergunta está sendo feita", ele nega.
Além disso, embora camuflada na fantasia, e a mitologia Dema, com suas referências a religiões antigas como o zoroastrismo, "Trench" é, na verdade, uma dissertação sobre saúde mental do final de vinte anos. Nas composições, como nas conversas, Tyler diz suas coisas mais interessantes quando ele não olha nos seus olhos.
Tendo a narrativa preparada “durante anos”, ele tentou introduzi-la em “Blurryface”, cujo personagem principal é uma personificação de sua ansiedade e insegurança. Durante esse tempo, ele até se apresentou com as mãos e o pescoço revestidos de tinta preta - para representar o aperto tóxico de sua ansiedade. A maneira como ele descreve "Trench" é semelhante a um mapa psicanalítico do Google.
"É sobre usar a arte de contar histórias para entender melhor um problema muito menos fantástico que está navegando em sua própria psique e dando a ela um destino e lugares que você deve e não deve ir e os personagens que deve evitar. E isso pode ser encontrado dentro da luta de cada pessoa ”, diz Tyler.
"É interessante que 'Blurryface' - onde criei um personagem que representa tudo o que eu não gostei de mim mesmo e tudo o que estou tentando superar coincidentemente foi o álbum que realmente aconteceu para nós", continua ele. “O fato de sermos forçados a revisitá-lo todas as noites é uma lição valiosa em suas próprias inseguranças pessoais: você trabalha com isso, tenta superá-lo, mas nunca é algo que você pode simplesmente deixar de lado e se separar”.
Um trio de músicas em "Trench", Tyler se vê totalmente demitido e existe "fora da mitologia da série Netflix", como ele diz. 'Smithereens' é uma canção de amor bonitinha, dirigida por ukulele para sua esposa, Jenna Black, com quem ele se casou em 2015. 'Legend', entretanto, é uma homenagem ao seu avô, Bobby, que apareceu na capa do álbum de 2013 'Vessel 'ao lado do avô de Josh. Ele começou a escrever a faixa quando a demência de Bobby começou, mas seu avô faleceu em Março do ano passado, antes que pudesse ouvi-la.
Tyler: “Eu menciono nas letras: 'Eu gostaria que ela tivesse te conhecido.’ E eu estou falando da minha esposa, porque quando ela começou a aparecer, ele ficou pior. Ele costumava ser tão espirituoso e iluminava um quarto e mudava a dinâmica social de qualquer situação, e há centenas e centenas de histórias clássicas, mas quando ela chegou, ele estava indo depressa. Ele era imprevisível, não lembrava os nomes das pessoas, o que era um novo tipo de dor.”
Seus olhos parecem lacrimejar. “Meu pai me contou um momento no final - onde ele se lembrava do meu nome - e perguntou: 'O que o Tyler está fazendo?'. Ele sempre perguntava e meu pai tentava explicar: "Ele está em uma banda, toca música". E ele disse: "Bem, eu quero ouvir uma música".
E isso foi antes de eu escrever qualquer coisa para "Trench". Meu pai está dirigindo o carro e ele continua insistindo: "Bem, eu quero ouvir uma música!". E meu pai não tinha nenhuma música no carro. Por puro desespero, ele liga o rádio e agita o dial algumas vezes e uma de nossas músicas está ligada e ele pode dizer: "Lá - aí está ele e esta é a sua música".
“E assim, de uma maneira estranha, você pode pensar em todo o sucesso e reconhecimento que tivemos, foi apenas para preencher uma pequena história onde meu pai foi capaz de mostrar ao meu avô a música que eu escrevi naquele momento no rádio."
Em ‘Neon Gravestones’, tipo Post Malone, Tyler corre contra a alegoria de alguém tirando a própria vida de alguma forma "glamourosa" em vez de uma tragédia, cantando: "Na minha opinião, / Nossa cultura pode tratar uma derrota / Como se fosse uma vitória”, E a fetichização irresponsável do Clube 27 (“ Eu poderia desistir e aumentar minha reputação / eu poderia sair com um estrondo / Eles saberiam o meu nome”).
"Eu estava com medo dessa música", diz Tyler. “Então, essa música é muito preta e branca. Eu trabalhei duro em cada pronome. Porque eu sabia que era um assunto delicado, a última coisa que eu precisava era que alguém entendesse mal o que eu estava tentando dizer. Eu estava com medo de não me esconder atrás da metáfora. Eu entendo que há riscos em ser mal interpretado ou deturpado. Há uma chance absoluta de ofender as pessoas ou parecer desonra, mas eu realmente queria focar nas pessoas que estão aqui para ouvir. Eu queria apontar algo que gostaria de ouvir quando estiver passando por esses pensamentos.”
Tyler aplaude a nova geração de artistas falando abertamente sobre sua saúde mental e desabilitando o estigma. "Eu acho que nossa cultura, quando se trata de suicídio e depressão, deu um grande salto", diz ele. “Estou tão orgulhoso de que a música tenha liderado a capacidade de falar sobre isso tão abertamente, e falar sobre isso é muito importante. Então, de certa forma, eu realmente sinto que há um grande lado disso que tem sido coberto com "vamos falar sobre isso, tipo, você não é louco, não há nada de errado em apenas olhar quantas pessoas passam por isso".
"Trench" culmina com a abrangente "Leave The City", que Tyler descreveu como uma "crise de fé". Tanto ele como Josh foram criados em lares religiosos. O pai de Tyler era o diretor da escola cristã que ele freqüentava; quando Josh era mais jovem, a maioria da música secular foi banida, deixando-o para esconder contrabando de álbuns do Green Day debaixo da cama.
"Um dos equívocos é por causa de onde estamos e do que conquistamos - e porque as pessoas acham que temos um estilo de vida de rock louco - que aprendemos que não precisamos mais de Deus", explica Tyler. "E não é isso."
“Eu sou o tipo de pessoa que precisa desafiar tudo e minha fé é algo que eu sempre passei por temporadas fortemente desafiadoras e uma vez que eu coloquei em teste e vi o que é, eu sou capaz de aceitar isto. Durante 'Trench', houve momentos específicos em que você conseguiu ver onde eu estava em minhas temporadas de desafio e re-aceitação - e eu definitivamente estava passando por um momento desafiador. ”
“A questão é: preciso de Deus? A verdade é que não tenho resposta para isso alguns dias. Alguns dias eu tenho, e porque eu escrevo músicas, eu escrevo letras - você vai me ver entender. Não posso deixar de abordar esses tipos de perguntas porque é por isso que comecei a escrever músicas em primeiro lugar. ”
Essas grandes questões estão à espreita sob o capô de um carro muito brilhante. A razão pela qual twenty one pilots provaram ser tão bem sucedidos comercialmente é porque as próprias canções transbordam de ganchos. Você não precisa saber que "Leave The City" envolve uma crise existencial - ou exige um guia turístico para Dema - para aproveitar o fato de soar como M83 produzindo My Chemical Romance em sua pompa da Black Parade.
O que não pode ser exagerado é o quão divertido é o espetáculo ao vivo de Twenty One Pilots. Hoje à noite, eles se abrem com Josh segurando uma tocha acesa, incendiando um carro, e assistindo a fusileantes de shows de mágica de Vegas, kits de bateria de multidões, homens vestidos de Hazmat borrifando névoa na platéia, confetes e uma competição para encontrar o melhor pai dançarino.
Não é surpresa que Tyler diga que ele é competitivo: como alguém que já foi oferecido uma bolsa de basquete, pode ser. Coloque-o com outra banda e é como hamsters compartilhando uma jaula.
Quando eles assinaram com o emo-citadel Fueled by Ramen - lar dos amigos Paramore e Panic! At The Disco - Pete Wentz do Fall Out Boy levou-os sob sua asa para martelar isso fora deles. "Ele nos mostrou como ser bons irmãos", diz Tyler. "Quando começamos a tocar localmente, você estaria na lista com outras nove bandas. Você queria que eles explodissem, então você viria e roubaria o show. Quando saímos em turnê como o ato de abertura do Panic! e Fall Out Boy, nós tínhamos a mesma mentalidade, mas Pete disse: "Veja todas aquelas pessoas lá fora - vá e faça fãs".
"E eu nunca percebi...", diz ele com total sinceridade e sem nenhum traço de hipérbole em sua voz - "as pessoas poderiam ser fãs de mais de uma banda. Mas estaríamos mentindo se disséssemos que a vantagem competitiva desapareceu completamente. Queremos ser os melhores - e manter todos os outros afastados”.
Enquanto "Trench" foi escrito principalmente por Tyler em seu estúdio no porão em Columbus e enviado para Josh (que agora vive em Los Angeles), seu acompanhamento está sendo escrito na estrada. Ele irá aprofundar ainda mais no folclore de twenty one pilots. "Há um personagem sobre o qual não se fala que desempenha um grande papel e é provável que este seja o próximo passo", diz Tyler.
Josh, por sua vez, tem um casamento para se preparar, tendo se comprometido com a ex-aluna do Disney Channel, Debby Ryan, em Dezembro. Ele brinca que entrará na igreja com solos de bateria. Mas o que há em ambas as mentes é o final da turnê no Reino Unido - estrelando no Reading e Leeds em Agosto.
“Reading & Leeds é um dos primeiros festivais que assistíamos quando nos conhecíamos”, diz Tyler. “Nós assistíamos a vídeos na internet. Nos concentramos nesse programa há meses, no que a produção vai ser.”
Tyler olha para os sapatos, frustrado consigo mesmo. "Não consigo expressar exatamente como isso é importante, mas estamos muito animados em poder provar que esse é o lugar onde pertencemos. Nem todo mundo está lá na platéia para ver você e você tem que conquistá-los, você tem que trabalhar duro para eles. Há outras bandas tentando se destacar e estamos prontos para tirar a cabeça deles.”
Resistência - liderada por bandidos ou não - é fútil.
submitted by Spookycliquebr to u/Spookycliquebr [link] [comments]